Group of business people in shape of light bulb idea

A colaboração nunca foi tão importante como estratégia de negócios quanto hoje. Empresas interessadas em se adequar à gestão 2.0, precisam educar e preparar seus colaboradores a compartilharem entre si conhecimentos e informações. Atualmente, com a explosão das redes sociais e o compartilhamento acelerado de notícias, piadas e interesses em comum, a maioria das pessoas já está acostumada a fazer isso no ambiente pessoal. O que a empresa deve fazer é levar essa forma de compartilhar e colaborar para o ambiente profissional.

Porém, para que essa colaboração seja efetiva e alcance os níveis desejados a ponto de se tornar uma estratégia de negócios, um diferencial da empresa, são necessárias ferramentas e o ambiente ideal. Uma empresa de predominância em trabalho braçal não vai conseguir conquistar muitos adeptos caso disponibilize um portal, uma rede social corporativa , porque as pessoas não passam tempo suficiente em frente ao computador. Para essas empresas, o ideal é buscar soluções alternativas.

Já as empresas de Tecnologia da Informação (TI) têm o ambiente ideal e as ferramentas estão surgindo, cada vez mais completas e mais intuitivas, além de oferecem a integração entre colaboradores, fornecedores e clientes. Essa colaboração e troca de informações, para um mercado saturado, cada dia com mais microempresas surgindo e a competitividade acirrada, pode se tornar um grande marco de destaque. É nesse ponto que a colaboração se torna um diferencial.  Além disso, a colaboração permite fechar negócios de forma mais rápida, eficaz e com retorno garantido, uma vez que a troca de experiências se torna fator-chave.

Segundo Carlos Nepomuceno, no artigo Colaboração: não existe magia, apenas topologia! * , é necessário criar um ambiente favorável a colaboração, mudar a estrutura de comunicação da empresa, esquecendo o modelo piramidal, que só admite a colaboração com alta taxa de ideologia. “A topologia atual de trocas produtivas e de comunicação não foi feita topologicamente para isso. E com o seu longo período de uso está com alta taxa de intoxicação. Os interesses já aprenderam como se utilizam do ambiente para continuarem no topo. O esforço para mudar isso é completamente desproporcional aos resultados que serão obtidos.”

A nova colaboração precisa de ambientes, plataformas que propiciem a mudança da cultura de trabalho e comunicação. “Assim, não vamos entrar nas redes sociais, mas criar redes sociais para poder vivenciar os benefícios da nova topologia da colaboração”, explica Nepomuceno.

Para o filósofo da informação Pierre Lévy, no livro A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço , com a existência de uma internet colaborativa, a inteligência coletiva pode ser disseminada. Sergio Luiz Prado Bellei, no O livro, a literatura e o computador , cria um novo termo para identificar as pessoas que são capazes de colaborar em um ambiente online. É o termo lautor , que são leitores que se tornam autores. Essas pessoas interagem, modificam e criam novos textos, possibilitando, assim, o compartilhamento de ideias que gera o crescimento, a multiplicação de dados, informações, conhecimentos e saberes.

Sendo assim, é importante que as empresas busquem trazer esses "lautores" para dentro do âmbito profissional, difundindo os conhecimentos e agregando mais valor à marca. Além disso, a sinergia de departamentos diferentes para uma solução é a forma mais eficaz de resolver um problema. A satisfação do cliente, no fim das contas, torna-se ainda maior.

TecnoSpeed TI

“Mais software, menos esforço.”

* novas versões podem ser vistas no link.