O papel de liderança tem sofrido alterações com o passar do tempo. Hoje já se sabe que o líder não é necessariamente o gestor de equipe e possui um papel diferente deste. Houve uma época em que a visão de liderança era associada a ordens. O líder monopolizava o planejamento e era quem tomava todas as decisões cruciais. Autoritários e que mantinham seguidores, os quais deviam ouvi-los e seguir suas ordens. Porém, segundo Deepak Chopra, a liderança sofreu mudanças drásticas. “Seguidores e líderes se criam. Seguidores têm necessidades que os líderes completam.”

Chopra, que já escreveu mais de 70 livros, entre eles “A alma da liderança” como um dos melhores livros de negócios de sua carreira, relata algumas atitudes necessárias para um líder de sucesso.

  • Escutar e observar. Faça isso com imparcialidade, levando em conta sua intuição e o coração, obedecendo-os. Coloque sua alma nisso, respondendo com visão e um propósito maior.
  • Ter relação emocional com a equipe. Liderar com a alma significa ir além do melodrama e da crise, livrar-se da “toxicidade” emocional para poder compreender as necessidades específicas de sua equipe. Manter uma ligação emocional faz com que a equipe queira ficar na presença do líder; ficar em serviço; faz as pessoas quererem dar o seu melhor, o que as leva mais próximas da liderança; as faz querer resolver problemas junto com o líder; a equipe quer participar do sucesso do líder. A relação emocional também ajuda na gestão de crises, para isso é necessário que o líder saiba reconhecer que o medo é um fator de ambos os lados; respeite sua equipe; dê soluções criativas; reconheça a injustiça em ambos os lados; esteja disposto a perdoar e pedir perdão; não entrar em conflitos; usar técnicas de inteligência emocional; entender valores; não tentar provar que o outro está errado; ideologia e religião nunca devem fazer parte de discussões.
  • Consciência. Significa que o líder precisa estar ciente das questões que fundamentam cada desafio: Quem sou eu? O que eu quero? O que a situação demanda? Um líder deve se fazer estas perguntas e inspirar sua equipe a fazer o mesmo.
  • Ação. O líder deve servir de modelo, exemplo, sendo orientado à ação e se responsabilizando pelas promessas feitas. Isso requer persistência e capacidade de ver qualquer situação com flexibilidade e humor. O líder de sucesso se atreve a sonhar uma nova realidade e vai atrás de realiza-la.
  • Socialização do poder. É preciso ser sensível ao feedback , sendo ele bom ou ruim. A socialização do poder eleva o status de líder e seguidor juntos.
  • Responsabilidade. Mostrar iniciativa, assumir riscos (desde que não sejam imprudentes), deixar a conversa fluir, ter integridade e viver de acordo com seus valores internos. A maior responsabilidade de um líder é liderar o grupo no caminho da consciência superior.
  • Sincronicidade*. É o escudo de todo grande líder. A sincronicidade é a capacidade de criar boa sorte e encontrar um suporte invisível que leve o líder a resultados além dos previstos. É a capacidade de conectar qualquer necessidade com uma resposta da alma.

O líder é aquele que sabe equilibrar as necessidades da empresa com as necessidades de sua equipe, sem precisar usar força. Ele leva as pessoas a seguirem seus passos pela inteligência emocional, envolvimento e carisma. Na maioria das vezes, o líder não tem cargos de confiança, como gerência ou supervisão de equipe, o que torna a relação entre ele e a equipe mais uniforme, de igual para igual, criando-se aí um laço de respeito mútuo.

É importante para a empresa saber identificar os líderes de suas equipes e perceber para qual rumo que ele está carregando seus seguidores. Para conquistar a empatia de uma equipe toda, às vezes a empresa só precisa conquistar aquele que provoca a mudança de comportamento entre seus colegas.

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* Termo cunhado por Carl Gustav Jung para sua teoria de que tudo no universo estava interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física) estavam em algum tipo de sincronia, que fazia certos eventos isolados parecerem repetidos, em perspectivas diferentes. Tal ideia desenvolveu-se primeiramente em conversas com Albert Einstein, quando ele estava começando a desenvolver a Teoria da Relatividade. Einstein levou a ideia adiante no campo físico, e Jung, no psíquico. A sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos. Um sonho de um avião despencando das alturas reflete-se na manhã seguinte numa notícia dada pelo rádio. Não existe qualquer conexão causal conhecida entre o sonho e a queda do avião. Jung postula que tais coincidências apoiam-se em organizadores que geram, por um lado, imagens psíquicas e, por outro lado, eventos físicos. As duas coisas ocorrem aproximadamente ao mesmo tempo, e a ligação entre elas não é causal. (Fonte: Somos todos um )