O Bloco K, tem sido assunto recorrente nas reuniões entre contadores, administradores e desenvolvedores de software desde que foi lançado como parte complementar do SPED.

O que se discute muito, em geral é a complexidade para geração das informações desta obrigatoriedade e pensando nisso, gravamos um programa Café com Contador abordando este tema.

 

Mas além dessa complexidade, outro tema tem gerado muito medo nos contribuintes é em relação ao sigilo das informações que devem ser transmitidas ao fisco. 

Imagine uma empresa que investiu muito dinheiro em pesquisa e inovação para poder criar determinado produto. Certamente os segredos de produção deste produto são guardados a sete chaves, visto que, este é um grande diferencial perante a concorrência.

Agora, com a implantação do Bloco K, todo esse processo produtivo será exposto ao fisco em detalhes, para que o mesmo possa controlar as operações de entrada de materia prima e consumo na produção do produto final.

O medo dos empresários é que, o sigilo industrial que até então estava apenas sob a tutela da empresa produtora, passa também a estar sob a guarda do fisco, aumentando a possibilidade deste segredo industrial ser quebrado. 

Esta situação está gerando uma certa apreensão no empresariado, pois, muitos ainda tem a expectativa de que, haja uma revisão no modelo de prestação de contas do  Bloco K, de forma que o mesmo não exija tanto detalhamento que possa comprometer esse sigilo industrial.

Este caso não é tão simples de ser resolvido, pois certamente qualquer que seja a decisão, não agradará a todos, visto que, muias empresas já estão investindo esforços na adequação dos seus processos e também sistemas para atender essa regulamentação do Bloco K e caso realmente haja uma revisão do mesmo, este esforço estará comprometido.

Sinceramente, espero que essa não seja mais uma novela que nunca acaba, como a que temos visto com o eSocial.