Businessman works over a cloud

Em um momento de explosão de dados, as empresas precisam (e querem) promover a colaboração entre funcionários, ter suas decisões fundamentadas em históricos e probabilidades, para que sejam tomadas de forma mais rápida e eficaz, além de promover a gestão do armazenamento e acesso de documentos estratégicos para a empresa. Com isso, a gestão da informação se tornou prática da gestão 2.0, que atinge desde as microempresas até as multinacionais. Por isso, hoje, está intrínseca à estratégia da empresa a organização de sua base de conhecimento.

A gestão estratégica da informação é a forma mais eficaz de garantir que o conhecimento, adquirido por toda a equipe, está compartilhado e de fácil acesso àqueles que precisarem dele. Levando-se em conta que empresas de T.I. estão, quase sempre, correndo contra o tempo, manter um banco de dados que disponibilize o conhecimento adquirido por diferentes membros das equipes é um ganho de tempo, além de ser a forma mais rápida e eficaz de tomar a decisão certa, no momento em que ela se faz necessária.

Para que a gestão da informação seja realizada, são necessárias algumas etapas, que são realizadas na ordem em que a empresa e sua equipe acharem melhor e mais fácil de organizar os dados:

  • Busca – escolher fontes confiáveis, que tenham informações de qualidade. Não adianta querer montar uma base de conhecimentos específicos da empresa com um novato, por exemplo.
  • Identificação – utilizar apenas as informações mais relevantes, que possam ser úteis ao cliente.
  • Classificação – agrupar as informações de acordo com suas características.
  • Processamento – deixar a informação fácil de ser compreendida por alguém que não seja especialista no assunto.
  • Armazenamento – armazenar as informações em local de fácil acesso; o armazenamento só deve ser utilizado, caso a informação seja relevante e útil em longo prazo.
  • Disseminação – fazer com que a informação chegue a quem precisa dela no momento certo.

Segundo Donald Marchand, no livro Dominando a gestão da informação , o foco deve se concentrar nos processos e sistemas de informação, a fim de obter alto retorno, agregando valor para o cliente. Ele complementa que isso é primordial se pensarmos no cenário de negócios atual, em que a fidelidade do cliente é disputada em uma hipercompetição, forçando as empresas a transformarem seus processos e competências para empatarem ou estar à frente da concorrência.

Pode-se dizer, portanto, que a informação pode ser considerada, em um planejamento estratégico, como diferencial de negócios, tendo impacto, inclusive, no lucro da empresa e em suas oportunidades de negócios.

A gestão estratégica da informação para empresas de T.I.

Durante o desenvolvimento de um sistema, se o conhecimento individual for documentado, gerando informações suficientes para o aprendizado de outros, e disponibilizado aos membros de um time de desenvolvedores envolvidos em projetos subsequentes, as soluções adotadas nos problemas identificados podem ser reutilizadas, sem a necessidade de acessar o indivíduo responsável por aquela solução. Este conhecimento estará agregado à organização e não apenas ao indivíduo.

Segundo Ioana Rus e Mikael Lindvall, no livro Knowledge management in software engineering , as empresas de T.I. precisam compreender e dar a importância devida ao gerenciamento de informações corretas para sua equipe. Este gerenciamento que já é indispensável para outras empresas, é ainda mais imprescindível para empresas de T.I., “cujo principal serviço consiste no desenvolvimento e na customização de sistemas de informação, adaptados para a realidade do tomador do serviço e informatizados por uma determinada tecnologia da informação, com o objetivo de propiciar aos clientes informações, sejam elas estratégicas ou de acompanhamento”, explicam os autores.

TecnoSpeed TI

“Mais software, menos esforço.”