O projeto da NFC-e (Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica) vem se alastrando por todo território nacional de forma muito rápida. Para se ter uma idéia, até agora já foram emitidos mais de 250 milhões deste documento, que está em operação no país, de forma oficial a pouco mais de 2 anos. Para se ter uma idéia da representatividade destes números alcançadaos, basta compará-los com projetos anteriores, como CT-e, MDF-e e o próprio precursor da NFC-e, que é a NF-e, que com o mesmo tempo de vida, não conseguiram alcançar esta marca.

Diferentemente do que aconteceu com a NF-e, onde a secretaria de fazenda visando fomentar ainda mais a emissão do documento eletrônico, desenvolveu e fornece até hoje aos contribuintes, um emissor gratuito. Para fomentar a emissão da NFC-e nos estados, a estratégia tem sido outra, pois o fisco entendeu que as empresas desenvolvedoras de software, já possuem o know-how e estrutura para atender os contribuintes do segmento varejista. E então porque não ajudá-los a promover seus softwares e levá-los a quem precisa emitir a NFC-e ?

Desta forma, as secretarias de fazenda ao invés de fornecer ela mesmo o software emissor, tem realizado uma espécie de indicação de utilização de software de algumas software houses, que por sua vez, tem que cumprir alguns requisitos mínimos para que sejam indicadas.  Talvez o requisito que mais impacta as software houses, é que os softwares indicados devem possuir uma versão gratuita.

Mas como conseguir sustentar um software com esse modelo de negócio ?

Primeiro temos que entender que, softwares com versões gratúitas não são novidade e as estragégias para trabalhar desta forma podem ser as mais variadas. Mas para que fique um pouco mais claro, vamos destacar duas das mais comuns:

Versão com limitação de recursos

Este é um caso, onde o software disponibilizado na sua versão mais básica, ou seja, gratuita não tem recursos considerados os diferenciais do software. Para ativá-los, o usuário precisa adquirir uma versão mais completa. Mas de todo modo, permite que o usuário experimente o software, mesmo que com limitações.

Propaganda

Uma forma de rentabilização muito comum também, é a utilização de propagandas dentro dos próprios softwares. Afinal de contas, os usuários destes sistemas também são potenciais compradores ou consumidores de outros produtos ou serviços. Desta forma, quem ajuda a arcar com o custo da manutenção do software, passa a ser os patrocinadores que investem na propaganda que será exibida.

 

Como participar ?

Cada uma das Secretarias de Fazenda adotado um procedimento de ingresso das software houses nesse movimento de uma forma diferente. No caso do estado do Paraná, mais informações podem ser obtidas através do  SAC da mesma, ou através do próprio site  onde a notícia foi divulgada.

Vale ressaltar que os estados do Amazonas e Mato Grosso, também possuem um movimento com esse mesmo objetivo.