Desde que a NFC-e (Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica)  foi concebida em 2012, a ficou evidente que o consumidor teria papel fundamental para que a massificação do projeto acontecesse de forma consistente, visto que, ele passa a ser o agente fiscalizador.

Para engajar tal público a realizar este papel, o fisco tem atrelado a NFC-e, a programas de cidadania, que dão benefícios para o consumidor, seja em forma de sorteio ou até mesmo de recuperação de imposto pago. No paraná por exemplo é possível recuperar até 30% do ICMS pago na compra .

Aí vem a pergunta: Mas com outros documentos fiscais, como os cupons emitidos pela ECF, também seria possível promover programa de cidadania ?

A reposta é sim. Entretanto, a tecnologia empregada ao ECF não permite que o lançamento do crédito ao consumidor seja facilitado, onerando ainda mais o estabelecimento, pois o custo operacional, aumentaria significativamente. Ou seja, neste caso, a NFC-e, traz benefício para o estabelecimento comercial  que adotar a NFC-e, para atender a expectativa do consumidor.

Fica claro, que não são apenas os calendários de obrigatoriedade impostos pelo governo que farão a NFC-e se alastrar pelo país, mas sim, o desejo do cidadão em recuperar parte do imposto pago, e que convenhamos, não é pouco.

A expectativa do governo do estado do Paraná por sua vez, é aumentar a arrecadação e promover a justiça fiscal, inibindo a concorrência desleal, assim como já acontece hoje, com outros estados que implantaram programas semelhantes.