Desde o início do projeto, sabia-se que a NFC-e (Nota Fiscal do Consumidor eletrônica) teria o maior volume de emissões do projeto SPED e, pela própria natureza do varejo, seria também um dos projetos mais desafiadores.

Podendo ser aceito ou recusado pelas Secretarias da Fazenda de cada estado, a NFC-e teve momentos muito complicados em sua história, que iniciou na Sefaz do Rio Grande do Sul e se expandiu pelo país..

Por ser uma “ ramificação ” da NF-e modelo 55, a NFC-e tinha vários impedimentos difíceis de res olver, tais como:

  • O custo com papel-moeda para contingência FSDA da NF-e

  • A infraestrutura dos servidores de autorização inicialmente incapazes de suportar a demanda até 12x maior do que a de NF-e,

  • A velocidade do processamento das emissões devido às filas nos caixas dos estabelecimentos varejistas, entre vários outros.

Com o importantíssimo apoio das empresas piloto da NFC-e e com grande investimento humano e financeiro do governo, todos estes impedimentos foram solucionados e o projeto deu certo.

Até o momento, 23 dos 26 estados do Brasil já aderiram à NFC-e , e a quantidade de NFC-es emitidas já ultrapassou o volume de NF-es. Orgulhosos com o resultado magnífico do projeto, o ENCAT (Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais) disponibiliza até mesmo um painel com estatísticas de NFC-es autorizadas e de quantidade de emitentes.

Deu certo. Mas não para por aí!

Agora que está consolidada, a NFC-e passará será aperfeiçoada conforme as demandas surgirem nas UFs que aderiram. Assim, ainda há muitos desafios para o projeto, e com certeza ainda vamos nos deparar com muitas Notas Técnicas alterando regras de validação, layout do XML, entre outros que podem ser atualizados.

Além dos estados que já estão utilizando o documento, existem três que não regulamentaram a NFC-e. Cada um deles com uma relação completamente diferente com o documento. O que as Secretarias da Fazenda do Ceará , Santa Catarina e Minas Gerais farão em seguida?

Quanto à Santa Catarina, temos um artigo que explica a decisão e o ponto de vista da Sefaz-SC. Clique aqui para ler.

Possibilidades .

A TecnoSpeed, representada no grupo piloto pelo diretor de mercado Jonathan Santos , tem acompanhado a NFC-e desde seu estágio mais embrionário. Participou desde então do projeto, e assim, poderá nos falar sobre as expectativas para os próximos passos.

Em palestra no evento TecnoUpdate 2017 , Jonathan Santos irá falar sobre passado, presente e futuro do documento fiscal eletrônico mais emitido do Brasil.

Não perca esta e muitas outras palestras sobre tecnologia e legislação fiscal no TecnoUpdate. Aproveite!