Há muito tempo o homem procura algo com que possa comparar toda a eficiência desta “máquina”, ainda misteriosa, chamada cérebro. Quando efetuamos uma reflexão sobre nossas funções sensoriais e o como adquirimos conhecimento pela sensibilidade das mesmas, sempre temos um elemento à ser comparado para cada uma delas, como por exemplo, o olhar e receber informações em comparação a uma lente de câmera fotográfica. Caracterizamos toda esta preocupação de obter conhecimento, através de métodos mais eficazes de absorver informação, não como apenas um luxo humano, mas uma necessidade real, até mesmo, podemos dizer, de sobrevivência.

Ao longo da história, esta necessidade de sobrevivência possibilitou que, nos 150.000 anos seguintes a chamada “a grande encefalização”, conforme nos cita Jeffrey M. Stibel em sua obra Conectado Pelas Ideias, o cérebro humano crescesse 400%: “Isto foi bom: como resultado, conseguimos manter conexões permanentes para evitar o perigo, mas também adquirindo um senso de antecipação (o que nos permitia suspeitar que uma criatura de quatro patas com presas não estava bem-intencionada)” (STIBEL, 2012, p. XXI).

Bom, em suma, você pode estar se perguntando: mas o que este contexto quer sugerir ou apresentar para meu cotidiano ou a forma como administro minha empresa? Um fator simples pode ser apresentado, ou melhor, dois deles:

  1. Obter e mensurar conhecimento, de forma a torná-lo aplicável, e não apenas um conjunto teórico disperso no processo de construção de um projeto, empreendimento ou qualquer que seja o investimento, é vital para o sucesso do mesmo e prevenção de riscos;
  2. Não diferente disto, ou não menos importante, possuir o meio e o como fazer esta captação e processamento dos dados, abre as portas para outros três pontos, ao mínimo, de grande importância:
  • O conhecimento mensurado pode ser repassado a envolvidos e não apenas centralizado em “ilhas”, fazendo com que, em “tempestades” ocasionadas pelo mundo globalizado e a nova concorrência emergente (sim amigo, o mundo hoje não pode ser encarado, por mais modesto ou grandioso que seja o empreendimento, de forma isolada e com uma visão não global) empresas consigam sobreviver aplicando passos coerentes em ações planejadas;

  • O conhecimento compartilhado gera inovação e, em consequente, inovação gera um passo além no mercado;

  • Por fim, equipes auto gerenciáveis irão proporcionar tempo e espaço para que o foco do negócio se expanda. E tempo para novas ideias, inovação e produtos ou serviços, é tempo para gerar ativos em novos negócios.
 

Steven Johnson, um grande pesquisador em inovação, demonstra neste sentido, que, ao analisar ambientes e períodos da história humana, nada surge por acaso. Grandes ideias e revoluções cognitivas surgiram a partir de um ambiente propício a estas, somado ao tempo de maturação de todo um processo, o qual o mesmo denomina Período de Incubação.

Mais do que nunca, olhando para todos estes fatores em nossa história como seres humanos, e arriscando vários palpites de um futuro que nunca esteve tão a nosso alcance como agora, podemos dizer que o conceito de um cérebro digital esta à caminho.

Quando vemos servidores Google processando milhares de informações por segundo e as redes sociais, constantemente, sendo utilizadas em ações de marketing para captação de novos prospects, começamos a perceber que a inteligência em negócios passa por essa coletividade de riquíssimas ideias, encubadas e trabalhadas por um período, de modo coletivo, sempre em expansão, gerando mais e mais ideias e, neste sentido, voltamos aos termos inovação e novos negócios.

Por fim, o computador e sua CPU, que a tanto foi comparada ao cérebro, está se fazendo conhecer por ser algo “não tão eficaz”. Seu processo bilinear não possuí de modo eficiente, podemos dizer, este Senso de Antecipação e “Sobrevivência”, em consequência da mesma, como esta nuvem que nos rodeia cada vez mais. Isto sim é admirável enquanto uma revolução cognitiva 2.0. Como dizia um grande pensador: a verdade está a nossa volta, quem for mais capaz, a absorverá.

E você, o que pensa deste celeiro de informações que está cada vez mais nos cercando? Abaixo você confere algumas dicas sobre o tema. Em breve voltaremos partilhando um pouco mais:

  TecnoSpeed TI “Mais software, menos esforço.”