Este ano já começa com movimentação para empresas integrantes do “lucro presumido”, incluindo as pequenas empresas: terão de se adaptar ao EFD-Contribuições, dentro do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). No ano passado, grandes empresas, que fazem parte do “lucro real”, tiveram de se adaptar ao Sped, entregando os impostos pelo novo layout estabelecido pela Receita Federal. Essa mudança gerou grande movimentação entre empresários, contadores e advogados, para que pudessem se adaptar a esse sistema, recolhendo PIS e Cofins pelo EFD-Contribuições.

O impacto para integrantes do lucro presumido promete ser maior em empresas com baixo faturamento, já que o número de retificações (erros que precisam ser corrigidos) tende a aumentar neste cenário, gerando mais custos. Em entrevista ao Diário Comércio Indústria e Serviços (DCI) , Vagner Jaime Rodrigues, sócio da Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C), ressalta que as pequenas empresas, que não davam importância devida para a contabilidade societária, encontrarão problemas. Segundo ele, “agora, o Sped vai pedir todos os detalhes dos itens os quais PIS e Cofins devem ser recolhidos pelo empresário.”

Nova forma de entrega do ICMS

Apesar de a obrigatoriedade atingir pequenas empresas, o grande empresário também terá de se adequar a uma nova forma de entrega à Receita Federal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Marcos Gomes, diretor técnico da MG Contécnica, em entrevista ao DCI, conta que o detalhamento agora é muito maior.

Ele relata que as empresas que estão passando por essa adaptação têm enfrentado dificuldades. “Isto porque precisa registrar o código de barras por unidade, o valor do tributo recolhido, informar o estoque. E imagina um pequeno estabelecimento, que tem 10 mil itens e não é informatizado, o que isso vai gerar depois?”, explica. O custo para essa adaptação, Gomes estima em R$ 12 mil.

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