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Conforme tínhamos antecipado , a presidente Dilma Rousseff e o ministro Marco Antonio Raupp anunciaram nesta quinta-feira, 14 de março de 2013, a criação do Plano Inova Empresas, prevendo incentivo de R$ 32,9 bilhões até 2014 para investir em inovação tecnológica. Além disso, foi anunciada a criação da Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O anúncio foi feito durante a reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no Palácio do Planalto.

Este plano, segundo o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) visa impulsionar a produtividade e competitividade de empresas de todos os portes dos setores industrial, agrícola e de serviços.

Segundo informações, o plano deve disponibilizar R$ 20,9 bilhões em crédito, com taxas de juros subsidiadas de 2,5% a 5% ao ano, com quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. De acordo com o MCTI, os recursos serão executados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O governo vai disponibilizar também outras linhas especiais de financiamento a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, como subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão), fomento para parceria entre instituições de pesquisa (R$ 4,2 bilhões) e participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bilhões).

Como “abocanhar” uma fatia dos R$ 30 bi destinados à inovação?

Embrapii

A Embrapii terá orçamento de R$ 1 bilhão até 2014, segundo o MCTI. Recursos que serão bancados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e por parceiros, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o ministério, a Embrapii será uma organização social com a missão de fomentar a cooperação entre empresas nacionais, em especial as pequenas e médias, e instituições tecnológicas voltadas a pesquisa e desenvolvimento.

Startups são alvo do plano

“Quero destacar a importância de apoiar as micro e pequenas indústrias inovadoras. No Brasil, como outros países, uma das questões essenciais colocadas é justamente a valorização das pequenas e micro empresas, principalmente por conta das startups”, afirmou a presidente. Segundo ela, “uma empresa tem que pensar grande, começar pequena e agir rápido para crescer. Daí a importância a política de incentivo para micro e pequenas empresas. Acho até que teremos que integrá-la ainda mais, mas faz parte do aprendizado”.

As startups também são alvo de um programa de incentivos específico do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação que prevê investimentos de R$ 40 milhões até 2015 para impulsionar a criação de pelo menos 150 dessas empresas iniciantes.

(Fontes de pesquisa: G1 Economia e Convergência Digital)

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