Por que as redes sociais corporativas ainda não pegaram de vez?

Se eu puder generalizar, acredito que, basicamente, por dois motivos principais: o primeiro é a inabilidade dos implantadores de redes sociais corporativas em engajar seu público e, o segundo, é devido à incapacidade dos defensores das redes sociais, dentro da empresa, de provar seu valor com números, leia-se ROI (retorno sobre investimento, em inglês return on investment ). Em outras palavras, dizer aos diretores das empresas a que veio essa tal rede social. “Show me the money!” como diria um CEO qualquer.

Mas, afinal de contas, por que os funcionários da minha empresa não interagem na minha rede social? Ela é o que há de melhor no mercado, contratei a melhor ferramenta e tudo que eles precisam para começar a inovar, colaborar e interagir está lá, mas eles simplesmente não o fazem, não compram a ideia. Seria por falta de motivação extra? Por falta de recompensa clara pelo uso? Ou ainda por que eles têm receio de se expor à gerência pelo simples fato de usar a rede? "Eu posso ser demitido pelo que falo aqui nessa rede?"

E os diretores das empresas, por que têm tanta dificuldade em aceitar a implantação destas ferramentas fantásticas, sendo que seus benefícios são óbvios: favorecem a inovação, colaboração, retém conhecimento e, enfim, uma série de benefícios intangíveis maravilhosos e pouco convincentes?

Recentemente estive em um congresso em São Paulo  sobre redes sociais corporativas, no qual vários cases de implantação de soluções para redes sociais em ambiente empresarial foram demonstrados. Alguns com maior sucesso, outros nem tanto e, também, fracassos homéricos. Baseado nos relatos que observei e em algumas palestras que trouxeram à luz alguns problemas e soluções interessantes, darei início à escrita de alguns artigos a serem postados neste blog abordando o tema. Meu objetivo é fornecer argumentos para que você, entusiasta ou não das redes sociais corporativas, possa amadurecer seu ponto de vista com relação a este assunto polêmico.

Neste sentido, falarei um pouco do histórico tecnológico que sustenta a ideia toda e porque os especialistas entendem que o mercado caminha iminentemente nesta direção. Quais mitos e fantasmas assombram os stakeholders , por que não devemos temer vários deles e a quais devemos dar mais atenção. Depois partirei para os pilares do sucesso e fracasso dos cases apresentados. Por que o engajamento da força de trabalho com as redes não é tarefa simples, tampouco impossível; como demonstrar ROI aos patrocinadores do projeto; que benefícios reais a implantação e sustentação das redes sociais corporativas podem trazer de fato às empresas. Entre eles, falarei com mais destaque sobre a colaboração, ganho de produtividade, redução de custos e o incentivo à inovação por meio da criação de um clima favorável. Pretendo encerrar a série, explicando como essas ferramentas podem auxiliar o empresário tanto retenção de talentos, quanto na de clientes, ofertando a ambos experiências memoráveis.

Afinal de contas, seriam as tais redes sociais e o já famoso termo “social business” algo inevitável ou apenas mais um hype passageiro?

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