Social Network Interface

As redes sociais corporativas vêm ganhando espaço em um cenário de gestão 2.0. É uma das melhores ferramentas de colaboração e integração de setores, que pode abranger, também, fornecedores e clientes, além de ajudar a agilizar processos e fomentar a gestão do conhecimento. Segundo David Krackhardt e Jeffrey R. Hanson, no livro Informal Networks: The Company in PRUSAK , “as redes informais são tomadas aqui como as redes de relações que os indivíduos formam dentro das organizações para o cumprimento de suas tarefas mais rapidamente”.

Porém, sendo uma prática nova, demanda um período de maturação e de engajamento para que se torne mais do que um espaço de troca de informações. Por isso, é importante salientar que a adesão não será imediata e, se implantado de forma insuficiente, pode levar ao uso incorreto. O trabalho de implantação deve ser estruturado para conscientizar os usuários quanto ao uso da rede social, que deve ter seu objetivo claro e estabelecido desde antes de sua implantação. É importante, também, deixar claro ao usuário como tirar proveito e evitar excessos nas redes, fazendo a coisa funcionar de fato.

Segundo Júlio César de Moraes Ribeiro e Fernanda Pereira Tavares, no artigo A gestão das informações nas redes informais: um desafio à tecnologia da informação , é imprescindível que os esforços devem estar voltados ao cumprimento das políticas internas da empresa, principalmente ao uso dos colaboradores. “O combate às redes informais pela via ortodoxa pode se transformar em algo muito ruim para a organização. Combater pela via ortodoxa significa tentativa de reprimir, condenar, repreender funcionários, demitir etc.”

Jonathan Hassell, colunista do site CIO dos EUA , explica que discussões sobre o uso da rede social devem ser encaradas em dois cenários diferentes: “a publicação social  interna,  onde os colegas e membros da equipe possam se encontrar, cruzar informações e discutir detalhes relevantes das suas atividades e do trabalho, e o engajamento social  externo,  onde os membros de suas vendas, marketing e equipes de relações públicas se unem para criar conversas e interagir com clientes, prospects, fornecedores e outros.” Saber separar um tipo de comunicação do outro é essencial para que a intenção da comunicação seja atingida.

Empresas de grande porte, com muitas filiais e muitos colaboradores, geralmente encontram dificuldades em resolver problemas, já que encontrar a origem de um dado errado é muito difícil somente ao analisar uma planilha, por exemplo. Segundo Hassel, as plataformas de redes empresariais geralmente priorizam alguns pontos importantes para o engajamento dos funcionários e organização de conteúdo.

• Democracia de acesso Todos devem ser provisionados ao sistema. A escolha de alguns grupos para a utilização de uma rede social interna só é cabida em um projeto piloto, para teste de um sistema. Porém, após a implantação, todos os colaboradores devem ter acesso, incluindo os novos colaboradores da empresa, já que pode ser uma boa ferramenta de integração.

• Ferramentas agregadas Procure uma plataforma que consiga abranger todas as ferramentas já em uso. Quanto mais atividades agregadas, maior possibilidade de interação e aumentam as possibilidades de discussão.

• Regras de convivência A empresa deve procurar plataformas que possibilitem que você tenha algum tipo de controle ou gerenciamento sobre as práticas, para que andem de acordo com as regras e padrões de RH, pois o “descontrole” em redes sociais é algo que não pode ser descartado, ainda mais quando se tem muitas pessoas interagindo em um mesmo ambiente.

• Relatórios Para que se possa ter algum controle sobre a eficácia do uso da rede social, é importante que a plataforma escolhida seja capaz de emitir relatórios de análise de tipos variados, que possam atingir às necessidades da empresa.

As redes também podem ser ferramentas de RH

Analisando toda essa discussão, é importante analisar que, além de importante canal de troca de informações e engajamento, as redes sociais corporativas dão suporte a área de Recursos Humanos. “O mapeamento das Redes Informais desvendará as dimensões chaves da comunicação organizacional, tais como as redes de cooperação (quem troca informação com quem), confiança (quem pede conselhos a quem), inovação (como é o fluxo de troca de novas ideias) e motivação (quem são os colaboradores que estimulam e motivam)”, é o que orienta o artigo Reestruturação e retenção de talentos: o aporte das redes organizacionais , publicado no site Tree Branding Emergente .

Curiosidade: Mercado de redes sociais corporativas deve atingir U$ 6.4 bi em 2016

Segundo a empresa de pesquisa Forrester Research , as plataformas corporativas das redes sociais vão atingir o marco de U$ 6,4 bi no mercado em 3 anos.

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