Há mais de 50 anos surgiu no mercado o pagamento de frete utilizando carta-frete. O modelo permite que as transportadoras paguem a metade do frete ao caminhoneiro (terceiro) no ato do carregamento e o restante na entrega da carga ao destino proposto, apresentando a carta-frete.

Este modelo apresentou alguns problemas, dentre os quais destacam-se:

  • A cobrança de ágio por parte dos postos de combustíveis conveniados a transportadoras, pois, neste modelo, os caminhoneiros se veem obrigados a abastecer somente nos postos conveniados da transportadora.
  • A falta de comprovação de renda dos caminhoneiros, impedindo-os de recolher INSS e IR, ou de conseguir crédito junto aos bancos.

Com o objetivo de resolver estes e outros problemas, surgiu a Carta Frete Eletrônica, formalmente chamada pela ANTT de Pagamento Eletrônico de Frete (PEF), disposta na Resolução Nº 3658 de 19/04/2011.

Com a nova modalidade de pagamento de frete, o fluxo se torna um pouco diferente do anterior.

Passo 1:

a)    Ao contratar o caminhoneiro (terceiro), a transportadora emite um Contrato de Frete Eletrônico e o transmite à administradora de meios de pagamento eletrônico.

b)    A administradora, por sua vez, notifica o banco do novo Contrato de Frete e aguarda a sua aprovação.

c)    De posse da autorização do Contrato de Frete por parte do banco, a administradora devolve a confirmação à transportadora.

Passo 2:

d)    A transportadora carrega o Contrato de Frete no cartão do motorista e libera o adiantamento.

e)    Com o cartão carregado, o motorista tem, então, a liberdade de abastecer no posto de sua preferência ou sacar o valor em caixas eletrônicos para seguir viagem.

Passo 3:

f)     Após descarregar a mercadoria no destinatário, o caminhoneiro leva os comprovantes de entrega a um posto conveniado à administradora de pagamento eletrônico ou na transportadora.

g)    É liberado o restante do pagamento do frete no cartão do caminhoneiro.

Obrigatoriedade

A ANTT já aplica multas desde o dia 15 de maio de 2012 aos transportadores que insistem em utilizar a carta-frete convencional no transporte rodoviário de cargas.

“O contratante que pagar frete de forma diferente daquela exigida pela Resolução nº 3.658 estará sujeito a multa no valor de 50% do valor total de cada viagem paga de forma irregular - mínimo de R$ 550 e máximo de R$ 10,5 mil. O transportador autônomo que utilizar a carta-frete será punido com multa de R$ 550 e pode ter seu Registro Nacional de Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) cancelado.” ( ANTT )

Como a TecnoSpeed reduzirá o seu esforço?

As administradoras de pagamento eletrônico em geral, disponibilizam integração por meio de webservices para que as transportadoras possam firmar os contratos de frete. Entretanto, não existe uma padronização para tal comunicação, ou seja, cada administradora tem a liberdade para implementar a comunicação da maneira que lhe convier. E com a obrigatoriedade do uso da Carta de Frete Eletrônica à porta, surgem cada vez mais administradoras atuando neste cenário.

A complexidade deste cenário gera um desconforto para os desenvolvedores de ERP atuantes no ramo de transportes, pois a adequação com o modelo de cada administradora demanda muito esforço e mão de obra qualificada, aumentando o custo do software oferecido ao cliente final.

Sendo assim, a TecnoSpeed disponibilizará em breve no Manager eDoc um módulo que permitirá aos desenvolvedores integrarem seus ERPs às administradoras de pagamento eletrônico utilizando um Padrão Único, liberando-os para se preocuparem com o foco de seu software, que já estará habilitado para trabalhar com as diversas administradoras operantes no mercado.

TecnoSpeed TI

“Mais software, menos esforço.”