Durante muito tempo compartilhar o know-how de uma empresa foi considerado um erro de empreendedorismo, além de um risco muito grande, uma vez que a concorrência teria acesso a esse conhecimento, o que hipoteticamente os tornaria mais competitivos. Hoje, as ideias de Social business e de Business intelligence (BI) vêm para contrapor radicalmente este tabu. A regra de empreendedorismo e visão de futuro é o compartilhamento de informações. É transformar o conhecimento adquirido ao longo dos anos em um organismo com vida própria, capaz de se difundir e procriar em um meio social eletrônico, com a contribuição de clientes e funcionários, todos conectados e com voz ativa.

Business Intelligence, ou Inteligência de negócios, refere-se ao processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios. Apesar de não ser um conceito recente, o interesse por BI tem crescido progressivamente nos últimos tempos. A velocidade com que decisões são tomadas e negócios são fechados hoje em dia, tornou necessário o emprego de BI nas corporações, já que sua gestão permite agilizar processos relacionados a tomadas de decisões. Porém, sua aplicação mudou com a evolução da internet.

Se antes o objetivo de BI era levar a informação a alguns colaboradores previamente selecionados, com a internet as soluções de BI são compartilhadas com muito mais pessoas por meio da rede. “Atingir as metas passou a exigir um comprometimento corporativo elevado e a democratização da informação”, diz Fábio Vinícius Primak, em artigo no site Oficina da net. Com isso, o processo de BI ganhou mais adeptos e passou a ser tratado como uma aplicação de estratégia integrada, disponível aos públicos-alvo da empresa, seja em estações de trabalho, para acesso interno, seja em servidores da empresa, para acesso externo.

Integrada ao conceito de BI, a ideia do social business é trazer a colaboração e o efeito viral das redes sociais para dentro da empresa, transformando um espaço de socialização em um espaço de compartilhamento de conhecimento e negócios, utilizando as informações que foram coletadas, organizadas e analisadas.

“As empresas não podem guardar informações ou priorizar um grupo de pessoas. Certamente, informações estratégicas devem ser conservadas. Mas a maioria das coisas que acontecem podem e devem ser compartilhadas, o que incentiva a troca de ideias e pode resultar em ótimas soluções. O colaborador bem informado sobre a organização tem melhores condições de sugerir novas ações. O cliente pode comentar um caso de sucesso com seus parceiros e transformá-los em prospects”, conta Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de BI, em um artigo para o site iMasters.

Para que a BI e o social business funcionem, é importante o engajamento dos colaboradores, que precisam ser tão ativos na rede corporativa, quanto o são em suas redes pessoais. Para Abellón, “a rede também deve ser convidativa à participação do usuário, que precisa se sentir a vontade para comentar e trocar ideias. Caso contrário, torna-se apenas um repositório de comunicados e não alcança o objetivo”.

Cenário brasileiro

No dia 16 de agosto, a IBM divulgou um estudo global que demonstra que a Tecnologia da Informação (TI) é um fator-chave de investimento para 73% dos presidentes de companhias do País . Segundo a pesquisa, o foco dessas empresas está justamente neste novo perfil de consumidor mais conectado, informado e com poder de influência ampliado. O cenário brasileiro atual é de 14% das empresas utilizando mídias sociais para interagir com seu público. A estimativa é de que esse número chegue a 60% em 5 anos.

TecnoSpeed TI

“Mais software, menos esforço.”