O Modelo de Excelência da Gestão (MEG), elaborado pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) é baseado em conceitos relacionados às melhores práticas observadas em organizações de classe mundial para obtenção da excelência do desempenho.

Em analogia à realidade da área da Tecnologia da Informação podemos dizer que o MEG equipara-se ao modelo CMMI, ITIL ou COBIT por exemplo, porém para a área de gestão, onde foram observados os   parâmetros comuns à empresas de sucesso e compilados num modelo único que ajuda empresas independente do seu porte ou área de atuação a terem melhores resultados.

O MEG é utilizado por empresas e multinacionais de grande porte como EDP, Volvo, Elektro, Serasa e também instituições como Governo de São Paulo. O Modelo obteve expressão no cenário mundial e algumas empresas internacionais passaram adotar o modelo como referência.

Para se adaptar à realidade de empresas de diferentes portes, o modelo é escalável e os critérios são subdividos em três categorias que variam de acordo com a maturidade da gestão da organização, são eles: Critérios de Compromisso com a Excelência, Critérios Rumo à Excelência e Critérios de Excelência.

Para medir esta maturidade, os três níveis possuem escalas de pontuação sendo de 250 pontos para o primeiro nível, 500 pontos para o segundo e 1000 pontos para o último critério (correspondendo respectivamente aos citados anteriormente).

Como primeiro passo à nível estadual, há o prêmio MPE Brasil onde são selecionadas as melhores empresas para a etapa nacional, cujo objetivo é incentivar o uso do modelo por micro e pequenas empresas tendo em vista que 99% das empresas brasileiras possuem esse porte e compõem mais de 20% do PIB brasileiro. A premiação utiliza os critérios do MEG para a avaliação, porém como nível iniciante com escala de 0 a 100 pontos e incentiva estas empresas a continuarem a escalada da excelência e participarem dos prêmios nacionais oferecidos pela FNQ.

O relatório fornecido como diagnóstico da empresa com a participação nas premiações, além de ser utilizado como insumo para melhoria da gestão, tem se tornado um importante aliado às empresas em concessões de crédito e atestado de qualidade frente à organizações exteriores, aumentando o grau de confiabilidade de fornecedores e clientes da organização.

O modelo é baseado em 11 fundamentos da excelência, consolidados em oito critérios como mostra a figura representativa dos Critérios de Avaliação.

 

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A figura simboliza a organização, considerada como um sistema orgânico e adaptável ao ambiente externo. Para interpretação da figura, podemos utilizar o conceito de aprendizado segundo o ciclo PDCL (Plan, Do, Check, Learn).

Na etapa “Plan”, temos os critérios Liderança, Estratégias e Planos, Cliente e Sociedade. Estes critérios compilam uma série de itens que dizem respeito à etapa de planejamento, como ele é estruturado com base nas variáveis apresentadas pelos quatro critérios.

Na fase “Do” ou Execução, utilizamos os critérios Pessoas e Processos, que contém itens sobre como as estratégias e planos são postas em ação utilizando estes dois recursos.

Prosseguindo no ciclo, temos a etapa “Check” ou Controle, onde verificamos os resultados de todo o trabalho realizado pela organização e é através do critério Resultados que indicadores sobre processos principais do negócio e processos de apoio são consolidados e apresentados.

Na última etapa do ciclo, temos a fase “Learn” ou Aprendizado, coberta pelo critério “Informações e Conhecimentos”, que corresponde à itens sobre como a organização mantém a gestão do seu conhecimento e trata os seus ativos intangíveis.

À medida que a gestão da organização amadurece, novos itens vão sendo introduzidos nestes mesmos critérios, ficando cada vez mais abrangentes e exigentes. Como exemplo podemos citar: No critério Clientes do caderno “Compromisso com a Excelência” (Nível I) há um item que aborda como as expectativas dos clientes alvo são identificadas e analisadas, enquanto este mesmo critério no caderno “Rumo à Excelência” (Nível II) apresenta o item abordando a forma como as expectativas são identificadas, analisadas e utilizadas para a definição e melhoria dos processos da organização. Ou seja, enquanto no nível um basta saber como elas são identificadas e analisadas, no nível dois além destas informações, é preciso referenciar como elas são utilizadas para melhorar os processos. Além do acréscimo de itens em cada caderno, os itens vão evoluindo de um nível para o outro junto com a maturidade da empresa.

Para completarmos o raciocício é importante destacar as diferenças existentes entre excelência e perfeição. Para que todos os benefícios do modelo possam ser explorados, é necessário que a empresa entenda que não é uma receita pronta do que fazer, como fazer e quando fazer. O modelo é uma provocação, um guia para a empresa, que trata de aspectos relevantes que devem ser considerados pelas organizações, onde a forma como cada uma faz é muito própria e específica para cada empresa que adapta e utiliza ferramentas e metodologias que melhor correspondem à sua realidade. Por isso, voltando à questão sobre a perfeição e excelência podemos citar que a perfeição é um quesito relativo, temos a ideia de ser algo inalcançável, utópico, pois pensar que a empresa não enfrentará problemas ou que será bem sucedida simplesmente porque utiliza um modelo de sucesso é frustrante e irreal. A excelência é adaptada à realidade, é saber implementar resiliência organizacional, passar por problemas da forma menos traumática possível, estando preparados para respondê-los e ante vê-los com eficiência e agilidade. A excelência pode então ser traduzida por   potencializar o desempenho   ao máximo, por fazer o melhor com os recursos disponíveis e saber aproveitar as oportunidades no tempo certo.

Neste sentido, a TecnoSpeed começou essa caminhada em 2008 com a participação da empresa no prêmio MPE Brasil, e ano após ano continuou a utilizar os relatórios de avaliação para melhoria dos sistemas de gestão, sendo reconhecida com a Placa de Ouro do PPrQG em 2012 na categoria de Nível I - Compromisso com a Excelência. Prosseguindo a caminhada, em 2013 a empresa foi premiada em duas categorias: Produtos e Serviços de TI e Destaque Inovação, chegando à etapa nacional e ficando em segundo lugar nesta última.

Em 2014 a jornada em busca da excelência continua, desta vez concorrendo no Nível II da premiação. Desde a sua primeira participação, a empresa cresceu, melhorou os seus resultados e tornou-se mais eficiente. O reconhecimento deste amadurecimento com a conquista dos prêmios é gratificante e um importante indicativo que esta evolução tem acontecido de maneira sustentável e organizada, atestando assim a eficácia da utilização do MEG na gestão da organização.